Joana Forno
Pára de procurar a tua paixão e começa a procurar por ti!
- By Joana Forno
- On 13 Mai, 2018
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- Etiquetas:Coaching, Sucesso Profissional
Hoje em dia somos bombardeados a toda a hora com a ideia de que ser feliz profissionalmente significa pegar numa paixão ou num conjunto delas e transformá-las no nosso “ganha pão”. Mas será mesmo esta a receita do sucesso profissional?
Fazer uma transição de carreira é sempre algo complexo. Além de todas as questões inerentes ao processo em si e ao impacto que essa transição poderá ter em termos pessoais, familiares e/ou financeiros, é muito frequente encontrar pessoas que, apesar de estarem insatisfeitas com a sua profissão atual, não fazem ideia de qual será o melhor caminho a seguir.
Pessoas nesta situação facilmente podem ser induzidas em erro quando pensam em mudar de profissão, uma vez que somos constantemente bombardeados com a ideia de que ser feliz profissionalmente significa pegar numa paixão ou num conjunto delas e transformá-las no nosso “ganha pão”. Seguindo esta perspetiva, o processo seria:
1 – Saber quais são os meus interesses;
2 – Explorar todas as carreiras que combinam com o meu grupo de interesses;
3 – Perseguir essas profissões a todo o custo.
A lógica é: se sou apaixonada pelo que faço, tenho mais chances de ser bem sucedida e de ter uma carreira gratificante.
Porque é que este não é o melhor plano a seguir
Na prática, as coisas não funcionam de forma tão linear uma vez que:
- Os nossos interesses não são uma base sólida de escolha pois vão mudando ao longo do tempo. Não devem por isso ser um fator decisivo nas nossas escolhas profissionais.
- Pesquisas mostram que “seguir uma paixão” não tem uma relação direta com “considerar-se profissionalmente bem sucedido”. O que faz com que a pessoa se sinta feliz e preenchida na sua vida profissional é, na maioria das vezes, sentir que o seu trabalho acrescenta valor, ou seja, faz a diferença na vida de alguém.
Por isso, é urgente acabar de vez com a ideia de que a nossa principal função é encontrar a nossa paixão e viver dela “no matter what”. A ideia de que tudo o que fazemos tem de caber nesta “coluna” da paixão é surreal e pode-nos levar a desperdiçar oportunidades que poderiam mudar a nossa vida se não estivéssemos tão focados nos nossos interesses.

Como escolher afinal?
O plano é o seguinte:
- Começa por descobrir quais são os teus talentos: coloca questões como “o que faço bem?” “o que os outros dizem que eu faço bem?”;
- Aperfeiçoa esses talentos a cada dia que passa;
- Explora as necessidades que existem no mundo;
- Seleciona aquelas para as quais achas que podes contribuir de forma significativa tendo em conta aquilo que melhor sabes fazer.
Foca-te em colocar os teus talentos ao serviço dos outros, em fazer do mundo um lugar melhor!
O conselho “siga a sua paixão” está ao contrário. Em vez de partirmos da paixão para alcançarmos o sucesso e a carreira gratificante, o ponto de partida deverá ser o auto-conhecimento para percebermos quais são os nossos maiores talentos e aplicá-los de forma a que produzam valor na vida dos outros. Só depois virá a paixão e a carreira gratificante.
Não fiques cego pela procura da paixão. Procura primeiro por ti próprio. Segue o que és, não o que amas.
Desejo-te uma ótima semana 🙂


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